Airbnb – De portas abertas para o mundo

Quando eu e o R estávamos procurando a casa ‘perfeita’, viemos para Cobh (lê-se ‘couve’), pequena cidade litorânea, a 30 minutos de Cork – segunda maior cidade da Irlanda – onde morávamos desde 2015.

A casa em si já tinha muita personalidade, bem centralizada e espaçosa. Cidadinha (como ele diz) charmosa e cheia de história – onde o Titanic parou antes de seguir viagem, com porto de onde saíram mais de 2 milhões de irlandeses rumo a América e hoje recebe mais de 100 navios por ano.

Fonte: Aerial.ie

PS: nossa casa tá aí no meio dessas coloridinhas! Da janela do nosso Airbnb é possível ver a igreja e ouvir os sinos 😊

Mas o que nos fez bater o martelo foi a ideia do basement, já usado pela antiga proprietária como Airbnb. Para quem não sabe é uma plataforma que surgiu em 2008 nos EUA, onde você pode anunciar um quarto, espaço ou uma casa inteira como hospedagem, além de oferecer ‘experiências’ seja um tour, uma aula de culinária, não necessariamente somente para o hóspede, mas para qualquer pessoa que faça a reserva. Tudo é muito simples, desde a criação do anúncio até o pagamento já que toda transação, comunicação e sistema de reserva são via site. (O Airbnb ganha 3% em cima do valor da reserva e também temos que declarar imposto de renda)

Não é necessário muita coisa para se cadastrar e começar a receber hóspedes. O Airbnb proporciona um suporte incrível, ajuda você a analisar o mercado onde está para sugerir preço e ofertas, e claro, possui uma espécie de verificação para casos de risco e fraude. Você também pode verificar o hóspede de diversas formas, como pedir documento, nome de todos que virão, etc. E claro, negar a reserva.

Sempre procuro ver se a pessoa já tem feedback de outros lugares que ficou, uma dou uma fuçadinha básica no Google haha, etc. Me recordo de uma única vez que achei a reserva meio esquisita e simplesmente não aceitamos. O perfil não tinha foto e tinha sido criado recentemente, sem feedback, a reserva era em nome de 4 caras que estavam vindo para fazer um ‘trabalho’ para esta pessoa, ele tinha um nome beeeem comum também, parecia inventado. Por alguns euros a mais não valia a pena por em risco nossa segurança / tranquilidade.

Não precisamos ficar em casa toda vez que temos hóspedes, compramos e instalamos um cofre na porta. Assim que a reserva é feita, colocamos a chave e mandamos mensagem com o código para abrir. Tadá!

Como hóspede já achava sensacional. Todas as experiências que tive foram ótimas e adoro a ideia de poder ficar em casas diferentonas ou realmente me sentir uma italiana – quando fiquei em um apartamento todinho para mim, super descolado no meio da Piazza Della República, em Florença.

Mas estar do outro lado do jogo me fazia pensar que o mais importante era ter e oferecer privacidade. O tal do basement – não pense que é escuro e assombrado, dá para ver as paredes de pedra originais, a casa é de 1856, bate luz o dia todo – tem uma entrada privada que dá acesso a rua lateral da casa. Mesmo que a area não seja completamente isolada da casa – temos acesso por dentro via escadas – isso já me deu mais paz de espírito. Podemos continuar com nossa rotina sem se preocupar se nos verão de pijamas comendo pizza congelada ou quando saímos, podemos trancar cômodos com objetos de valor. Ah, ainda me tranco quando vou dormir haha! Just in case! 😛

Bom, depois de organizarmos nosso anúncio, a primeira mensagem de texto chegou! Tínhamos nossa primeira reserva, uma mistura de excitação e ansiedade pelo desconhecido. Eu estava sozinha em casa quando um casal de australianos chegou.

Quem me conhece sabe que timidez não é comigo, então desci para cumprimentá-los. No dia seguinte, cheguei do trabalho e estava na cozinha pensando o que fazer para o jantar até que os escuto chamando meu nome. Me convidaram para uma pint e depois jantar, aqui pela cidade mesmo. Why not? Isso eram mais ou menos 19h, o R se juntou a nós lá pelas 21h (até aí ninguém estava preocupado com comida).

Quando nos demos conta, já eram 23h e nada além de take away estava disponível, então compramos hambúrgueres e batata frita, e os convidamos para jantar na ‘nossa parte’ da casa. A conversa rendeu até as 2h da manhã – eu praticamente estava quase 24h acordada, mas tantas histórias para ouvir de dois detetives vindo de uma área remota chamada Thursday Island.

Na manhã seguinte, o R os convidou para tomar café da manhã, ele teve que lembrá-los que ele tinha que sair para trabalhar haha. Durante o dia, nos mandavam fotos dos pontos turísticos e pratos que recomendamos. Como sabiam que eram nossos primeiros hóspedes, nos deram um quadro de um dos lugares que visitaram  ❤

Tivemos vária nacionalidades, críticas positivas e outras construtivas, diversas personalidades neste quase um ano desta experiência. Independente da ajuda financeira, eu amo estar em constante troca, me sinto energizada a cada visita, a cada gesto, a cada feedback recebido.

Ah! Também nos tornamos super host, devido a nossa resposta em tempo hábil, nenhum cancelamento da nossa parte e uma média alta de feedback positivo. Isso nos deixa em destaque na busca e também recebemos newsletters especiais, descontos e etc.

Mais histórias virão por aí, pois conhecemos umas figuras que merecem destaque! 😃

 

 

 

 

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Fim de semana em Paris

Em menos de 4 dias tive que encaixar as atracões principais como Torre Eiffel, Louvre, etc, e coisinhas aqui e ali que saem do comum que tem tudo a ver comigo, muitas dicas vieram de sites como http://www.messynessychic.com e https://theculturetrip.com/.

Dia 1

Eu e minha amiga (e interprete haha – já que na verdade ela é natural da região de Champagne, e no dia que ela nasceu foi a única bebê a literalmente ganhar uma garrafa da bebida no hospital haha), chegamos as 16h, então, saímos do aeroporto e fomos diretamente para o nosso apê alugado pelo Airbnb deixar as malas e sair explorando. O apê ficava próximo ao famoso cemitério Pere Lachaise e de muitas estações de metrô.

Do aeroporto CDG, pegamos o RER (trem) e o metrô, a viagem durou uns 30 minutos.

Trem que também leva até Versailles eis o porque ser todo adesivado imitando um palácio

Gold tip: O ticket do trem também pode ser usado para o metrô, ele é válido até que você saia completamente da estação. Não perca o ticket, pois para sair pela catraca, também precisará colocá-lo novamente.

O que fazer

Casa do Nicolas Flamel – 51 rue de Montmorency

A casa de pedra mais antiga de Paris pertenceu ao famoso alquimista, considerado o criador da Pedra Filosofal. Hoje o espaço funciona como restaurante, mas todo seu exterior continua original.

Duluc Detective – 18 Rue du Louvre

A agência de detetive mais antiga da cidade, um negócio de família ainda em atividade. Os serviços iniciaram em 1913 e atuam neste local especificamente desde 1945. A fachada neon parece ter saído de um filme noir, mas teve uma pequena aparição no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen. Fica bem pertinho do Louvre, vale uma paradinha para foto.

Museu do Louvre

Dispensa comentários né? O maior museu do mundo, foi construído inicialmente como forte, depois passou a ser palácio real até que a monarquia se mudou para o palácio de Versailles.

Li em algum lugar que seria preciso 100 dias para visitar o museu completamente, gastando apenas 30 segundos em cada obra de arte, então decidi visitar algumas coleções específicas. Estava muito ansiosa para ver a coleção egípcia, mas estava fechada naquele dia, não sei o porque. Visitei a coleção grega, a Monalisa, a Vênus de Milo e o quadro ‘A liberdade guiando o povo’ de Delacroix e algumas peças islâmicas.

Gold tip: Fomos umas 2h antes do fechamento, não pegamos fila nenhuma para comprar o ingresso.

A principal entrada do museu é a pirâmide que tende a ser também a com espera mais longa, mas de acordo com este site, existem entradas não tão conhecidas.

As sexta feiras o museu fecha mais tarde do que o normal.

Comédie Francaise

Parada para foto.

Opera Garnier

Arquitetura fenomenal — parada para foto.

Dia 2

O que fazer

Catacumbas

É um antigo ossário com 300 km de extensão onde restos mortais de 6 milhões de pessoas foram depositados ali devido a super lotação de cemitérios.

O tour dura 45 minutos.

Gold tip: A atração abre as 10h, mas aconselho estar na fila pelo menos ás 9h para evitar longos períodos de espera.

Onde comer

Paramos para um brunch perto do Jardim de Luxemburgo na 13 a Dozen’s Baker, um lugar super aconchegante com terraço não fumante. A dona é americana então o menu é uma fusão das duas culinárias, elas até oferecem um serviço de buque personalizado semanalmente ou mensalmente!

O menu é bem variado, inclui coquetéis (alcoólicos ou não) refrescantes e uma lista enorme de chás. O buttermilk biscuit que acompanhou os pratos derretia na boca!

Sorbonne

Desde o século XIII, o nome Sorbonne evocou para todo o mundo a imagem de um dos mais prestigiosos centros de inteligência e cultura, da ciência e das artes, de um conhecimento milenar que se estende por séculos e ressoa até hoje com a promessa de excelência. Oito séculos após a sua fundação, a Vieille Dame (“velha senhora”) continua a ser o símbolo de prestígio.

Infelizmente não é possível entrar no campus sem ser estudante, mas sua arquitetura é impressionante.

Le Bonbons au Palais – 19 Rue Monge

Na vizinhança do escritor Ernest Hemingway, fui visitar uma loja de doces encantadora. A decoração faz alusão a uma sala de aula dos anos 50. O dono, Monsieur George, vai a pequenas cidades para achar os produtos ideais. Seus doces são tão raros que cada doce tem sua própria patente das antigas casas artesanais que ainda os produzem nas mesmas pequenas aldeias onde foram inventadas há mais de um século.

Gold tip: Resista a tentação, pois os doces expostos em grandes potes de vidro não são estilo self service, ele mesmo ira te ajudar a colocar no saquinho quando (finalmente) você escolher o que quer. Cada pote tem um adesivo com cores diferentes, você pode misturar as guloseimas em um só saquinho desde que siga a mesma cor do adesivo. Outros doces, como pirulito, balas, etc também estão a venda. Fora a coleção pessoal de embalagens antigas em exposição, conquistada ao longo dos anos.

Comprei bombons feitos com uma pasta de amêndoas e frutas cristalizadas, um deles chamados Calisson – parece mas não tem nada a ver com marzipã, pirulito de caramelo salgado, algo que aprendi a amar quando fui a Franca pela primeira vez e um pirulito dentro de uma conchinha de plastico ao invés de palito – minha paixão por sereias falou bem alto nessa hora haha.

A La Mere de Famille – 35 Rue du Faubourg Montmartre

Já que estávamos a fim de nos esbaldar, fizemos um pit stop na loja de chocolates mais antiga de Paris, em funcionamento desde 1761.

Moulin Rouge

Um dos cabarés mais famosos do mundo, certamente uma viagem a belle epoque.

Não tive tempo para assistir ao show, mas está na lista para uma próxima visita.

Sacré-Coeur Basilica

A igreja é o símbolo do bairro de Monte Martre e está localizada no ponto mais alto da cidade.

Gold tip: Se não estiver afim de subir os degraus, você também pode usar o serviço do funicular e chegar ao alto em menos de 2 min.

Tombées du Camion – 17 rue Joseph de Maistre

O nome significa literalmente ‘caiu do caminhao’, é uma lojinha cheia de artigos encontrados em fábricas ou feiras de objetos usados pela França. Há cartazes pornôs franceses da década de 1970, placas funerárias enferrujadas (Je ne t’oublierai jamais, “nunca esquecerei você”, em letras douradas), frascos não usados de Élixir Parégorique (que é uma cura para a diarreia, a propósito), brinquedos antigos, etc.

Place du tertre

Uma das praças mais famosas de Paris, ainda mantem seu ar boêmio e contempla uma variedade de artistas de rua.

Outras curiosidade: No número 21, onde há o Syndicat d’Initiative de Montmartre, há uma placa comemorando que em 24 de dezembro de 1898, um carro movido a petróleo, construído e conduzido por Louis Renault, chegou até ali.

No número 6, está o restaurante La Mère Catherine. Aberto em 1793, ele se proclama o mais antigo restaurante da praça. Dizem que foi ali que nasceu a palavra “bistrot”: em 1814, durante a ocupação russa em Montmartre, os soldados russos saíam para beber. Só que como eles iam sempre escondidos – não tinham permissão para sair dos seus postos -, tinham pressa e gritavam “býstro”, ou seja, rápido. Mas as garçonetes entendiam “para beber”. Essa versão é contestada, é claro, mas fez a reputação do restaurante.

Le Mur des je t’aime

E um intervenção artística com a frase ‘eu te amo’ escrita em 250 línguas, as marcas em vermelho representam corações partidos e tem o objetivo de valorizar o amor entre todos.

Onde comer

Le Refuge des Fondus,17 Rue des Trois Frères

Esse mini restaurante tem duas mesas de picnic gigantes, fondue de queijo ou de carne, vinho da casa branco ou tinto. Tudo começou quando a antiga dona, resolver se livrar de mesinhas espalhadas pelo locas, pois o queijo ou óleo quente era perigoso ser derramado em alguém, hoje você divide a mesa com estranhos e se sentar encostado na parede, vai precisar de ajuda para literalmente pular a mesa, o atual dono o fara pessoalmente, não se preocupe haha.

Com toda essa dinâmica acontecendo, as tacas de vinho poderiam ser facilmente derramadas, então a ideia de servir vinho em mamadeiras!

Dia 3

O que fazer

Arco do Triunfo + Avenida Champs Elysées

Só de andar para lá e para cá, vale a visita.

Torre Eiffel + Campo de Marte

Hoje em dia você tem que passar por detectores de metal para entrar em seus arredores, triste, mas infelizmente necessário após tantos atentados na França e no mundo.

Não subi ao topo, pois já tinha tido uma vista da cidade quando visitei Sacre-Couer.

Conciergerie

A Conciergerie foi residencia real até se tornar prisão, tendo como um dos seus prisioneiros famosos, Maria Antonieta. Atualmente abriga o Palácio da Justiça.

Notre Dame

A catedral demorou 200 anos para ser construída e foi dedicada a Maria, Mãe de Jesus.

É possível subir ao topo e a vista é maravilhosa, já que está localizada em frente ao marco zero da cidade, de lá dá para ver as gárgulas do edfício de perto, Torre Eiffel, Sacre Coeur, etc.

Onde comer

Mariage Freres

Uma loja de chá gourmet fundada por dois irmãos em 1854. Nesse endereço, no andar de cima, tem um salão onde paramos para um chá da tarde. Eles também oferecem sobremesas.

Embaixo da loja tem um pequenino museu do chá.

Os produtos podem ser encontrados em vários lugares na França, Reino Unido, Alemanha, Japão e online.

Shakespeare and Company

A livraria foi fundada pelo norte-americano George Whitman. Construído no início do século XVII, o edifício era originalmente um mosteiro, La Maison du Mustier. Quando a loja abriu pela primeira vez, chamava-se Le Mistral. George mudou para o nome atual em abril de 1964 – aniversário de 400 anos de William Shakespeare – em homenagem a um livreiro que ele admirava, Sylvia Beach, que fundou a Shakespeare and Company original em 1919. Sua loja na rua 12 de l’Odéon era um ponto de encontro para os grandes escritores expatriados da época – Joyce, Hemingway, Stein, Fitzgerald, Eliot, Pound – assim como para os principais escritores franceses.

Também é conhecida como acomodacao para ‘tumbleweed‘, planta que deixa suas raízes e vai rolando pelo solo com a ajuda do vento, no caso, nômades, desde 1951 com 13 camas escondidas pelas prateleiras. A única coisa que seu George pede em retorno caso você queira usar as cama é trabalhar na loja por umas 2 horas, ler um livro por dia, escrever uma página biográfica antes de se mudar.

A loja também conta com livros raros e primeiras edições a venda!

Rue Cremieux

Uma rua cheia de casinhas coloridas, mais parece uma caixa de macarons.

Um dos segredos desta rua é um apart-hotel, sem placas: L’Hotel Particulier.

Praça da Bastilha

Paris Plages

Todo verão, durante os meses de Julho a Setembro, os parisienses curtem uma praia falsa em quatro locais da cidade, com direito a areia, chuveiro, barracas de comida e diversas atrações.

Pere Lachaise

O maior cemitério de Paris, com 44 hectares e 97 divisões, abriga túmulos de celebridades, tais como Edith Piaf, Jim Morrison, Delacroix, Alan Kardec, George Melies, La Fontaine, Chopin, etc.

Jim Morrinson

Além do casal Heloisa e Aberlado, o Romeu e Julieta da França. Ele era seu professor e era então 20 anos mais velho, alimentavam uma paixão impossível, até que ela engravidou e se casaram as escondidas na catedral de Notre Dame. O tio da moça, enfurecido quando descobriu o ocorrido, mandou castrar Abelardo que virou monge, e Heloisa, freira. Ficaram separados por muitos anos, mas se contatavam por meio de cartas, até que pelo menos seus restos mortais foram colocados lado a lado.

E Victor Noir, um jornalista assinado pelo então sobrinho de Napoleão. Uma estátua de tamanho real foi esculpida por Jules Dalou e certa protuberância foi notada perto da área genital. Com o passar dos anos e um pouco de folclore, pessoas acreditam que esfregar a tal área, beijar a estátua e colocar uma rosa em seu chapéu, traz fertiilidade, vida sexual ativa ou marido em uma ano.

Curiosidade: ‘Concession a perpetue’ escrito em vária sepulturas significa que a permissão para estar enterrado ali para sempre foi concedida por um preço. Hoje em dia, se deve pagar uma taxa anualmente para que restos mortais não sejam movidos caso a família não tenha tal permissão dependendo da necessidade de espaço.

O cemitério também conta com crematório e capela.

Gold tip: Imprima o mapa do cemitério antes da visita e escolha os túmulos os quais deseja visitar, não tem mapas de bolso disponíveis lá, somente as placas distribuídas pelo local que não ajudam muito no planejamento. Eu passei 3 horas lá, visitei uns 10 túmulos.

Onde comer

Hippopotamus

Um dos melhores hambúrgueres da vida! Pedi o com queijo de cabra!

Para a próxima:

O que fazer

Maison Duvelleroy

Uma loja de leques ainda em funcionamento depois de quase 200 anos, alguns contêm penas de pássaros hoje extintos, arquivos com desenhos originais datam de 1827. No passado, venderam acessórios para Rainha Victoria, Rainha da Suécia, Dinamarca, Bulgaria.

Santa Capela

Foi edificada sob o reinado de Luís IX, entre 1242 e 1248, para abrigar as Santas Relíquias da Paixão de Cristo. Entre elas, a mais célebre, a Coroa de Espinhos, adquirida em 1239 por um montante que ultrapassa o custo da própria construção do edifício.

O que mais impressiona na Sainte Chapelle é a beleza estonteante de seus vitrais, eles contam a Gênese, o Êxodo, o Livro de Josué, a Árvore de Jessé, a infância de Cristo, a Paixão de Cristo, o Livro de Jó e a história das relíquias. 60% dos vitrais são originais e o restante data da grande restauração realizada no século XIX.

Galeries Lafayette

A famosa loja de departamento. A loja histórica (1912) reúne três edifícios com o melhor da moda de luxo, acessórios, artigos para casa e artigos gourmet de mais de 3.500 marcas: Chanel, Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent, Celine, Chloe, Cartier, Chaumet Moynat, Delvaux, Fauré Le Page, Loewe, Longchamp, Isabel Marant, Maje, Sandro, APC, Kooples, Zadig & Voltaire, Acne, De Fursac, Guerlain, Sisley, Hermes, Diptyque, L’Occitane, etc.

Onde comer

Le Camion qui fume (hamburgueria) – 66 Rue Oberkampf

Laduree – Champs Elysees

Uma das patisserie mais antigas na capital, famosa por seus macarons.

O salão de chá na avenida é um dos lugares mais classudos para um lanchinho da tarde.

Au Vieux Paris – o restaurante mais antigo da cidade (1594) – 24 Rue Chanoisse

Le Wagon Bleu – 7 Rue Boursault

O restaurante fica dentro de um vagão reformado do mítico trem do Expresso oriente com culinária inspirada em Córsega.

Barthélemy – 51 Rue de Grenelle

Uma das lojas de queijos mais famosas de Paris, diz a lenda que eles fornecem suas delicias ao Palacio Eliseu, residencia do presidente da Republica. A dona, Madame Nicole e conhecida por sua personalidade forte, se recusa a ter um site e produz queijo ali mesmo, apesar do tamanho, a loja oferce 200 variedades de queijo.

Infelizmente não consegui ir, mas uma visita ao supermercado local já valeu muito a pena, encontrei muitos queijos diferentes e/ou os mesmo que encontro na Irlanda, mas com um preço muito mais acessível. Os vinhos são absurdamente mais baratos se comparar também, a variedade dos saborizados como pêssego, amora etc, é imensa. Chás, frios como carne salgada e seca ao vento gelado dos Alpes, diferentes sabores de Lindt, Rocher (chocolate maravilhoso).

As feiras de rua são bem interessantes também, experimentei algo que para mim se parece muito com ameixa, mirabelles.

Budapeste – Hungria

Considerada a Paris do Leste Europeu, Budapeste encanta a cada esquina, ficando fácil entender seu apelido. Principalmente, caminhando pela Avenida Andrassy, cheia de prédios magníficos.

Na época da sua finalização em 1885, foi considerada um marco no planejamento da cidade e até o transporte público foi proibido para preservar as suas características, dando início a ideias para construção de um meio de transporte subterrâneo, um dos mais antigos do mundo, aberto em 1896.

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Budapeste é dividida entre Buda e Peste, resultado da união de duas cidades totalmente diferentes até 1873. Hoje separadas somente pela Chain Bridge, construída em 1849.

O nome ‘Pestebuda’ chegou até a ser considerado na época, já pensou que trava língua?

Buda é cheia de morros, abriga o Palácio e o Bastião dos Pescadores, além da Igreja de Matias. Exala riqueza e tranquilidade.

Peste, já é plana e super agitada, repleta de empresas, restaurantes e bares. Abriga prédios igualmente imponentes como o Parlamento e a Basílica de São Estevão.

‘Visite Buda, mas se hospede em Peste’ é um conselho comum, mas ambas merecem ser exploradas.

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Chain Bridge

Dinheiro

Mesmo parte da União Europeia, eles usam o Florin Húngaro. 1 HUF = 0,0032 EUR (Fevereiro 2018). Não se assuste com as contas depois de comer ou comprar algumas coisas, já que 1 EUR = 310,96 HUF.

Trocamos um pouco de dinheiro no aeroporto para o táxi, mas espere até encontrar casas de câmbio pela cidade para melhor custo benefício.

Aeroporto

Ferenc Liszt International Airport ou Ferihegy fica a 16 km do centro. Não existe trem ou metrô que o liga ao centro diretamente, mas você pode utilizar o serviço de ônibus fretado que te leva a Deák Ferenc Ter. Se escolher por este serviço, verifique se comprou ‘airport shuttle bus single ticket‘, ele custa 900 HUF. Um ticket de ônibus metropolitano custa em torno de 350 HUF.

Você pode adquirir este ticket em quiosques da BKK na esquerda no saguão de chegada ou na máquina do lado de fora do teminal 2, no ponto de ônibus.

Mais informações: http://bkk.hu/en/airport-shuttle/.

Você pode pegar o ônibus 200E e descer no distrito Kobánya-Kispest e pegar a linha 3 do metrô para o centro. A linha amarela é como uma viagem no tempo, os trens datam de 1970 e você se sentirá na era Soviética. Destaque para as estações Vorosmarty Utca e Hosok Tere, onde é possível ver as paredes com azulejos brancos, os guiches de madeira e os trens amarelos.

Mapa do metrô: https://bkk.hu/apps/docs/terkep/metro.pdf

Gold tip: Desça na segunda parada, a primeira é para a estação de trem e é uma boa caminhada até o metrô.

Em geral, os meio de transporte em Budapeste funcionam bem, são frequentes e muito baratos.

Táxi

A empresa oficial de táxis se chama Fotaxi, eles estão estacionados na entrada do aerporto e os carros são amarelos.

Gold tip: Existe uns taxistas que até parecem licensiados, com crachá pendurado no pescoço e tudo, eles tendem a te abordar no saguão, querem ir pegando sua mala, etc. Recomenda-se a não cair na deles, já que vão te cobrar o olho da cara pela corrida, simplesmente, ignore-os. Pegue os táxis no Terminal 2.

Hotel

Ficamos hospedados no Pop Art Sutdios, localizado no distrito 7, conhecido por ser baladado, cheio de bares e restaurantes. Perto da Sinagoga e da Ópera, entre outros pontos turísticos e estações de metrô. Do aeroporto dá uns 20-25 minutos de táxi, por volta de 20 euros (usamos táxi, pois chegamos mais de meia noite e não estávamos a fim de uma aventura a esta hora haha).

O apartamento era temático com elementos de Jazz e quando chegamos fomos recebidos com vinho e chocolates – cortesia da casa. Mais do que merecido afinal, passei meu aniversário tentando chegar em Budapeste (Cork – Dublin – Budapeste).

Como chegamos tarde, não viamos a hora de acordar e sair para explorar. Paramos no Cirkusz Café, onde entre as opções mais comuns, também é possível experimentar o ‘café Húngaro’, vários frios, patê de fígado de pato, salada e sour cream com torradas. É bem comum ver salada e peixes no cardápio matinal. Mas também é possível encontrar muitas opções das quais estamos mais acostumados como French toast ou eggs Benedict.

Sinagoga Dohany, Museu Judaico e Cemitério

A Sinagoga Dohany é a maior sinagoga da Europa e a segunda maior do mundo, foi construída entre 1854 e 1859, com capacidade para 3000 pessoas. Sofreu muito danos durante os ataques nazistas, sendo renovada em 1991 pelo estado e por meio de doações privadas.

O museu foi construído em 1931 e abriga artefatos religiosos, objetos de rituais e informações sobre o Holocausto.

Em 1944, a sinagoga fazia parte do ghetto, mais de 200 pessoas morreram de frio e fome e hoje estão enterradas no jardim do prédio. Não é comum ver um cemitério próximo a sinagogas, a criação deste foi por consequêcias históricas, depois da liberação pelos russos em 1945, dando um lugar de respeito àqueles enterrados em valas comuns.

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Depois da visita, decidimos comprar o hop on / hop off ticket, pois dava direito de uso de 48h e um passeio de barco. Acho super válido, pois você conhece um pouco da cidade, começa a se localizar e pode se movimentar de um ponto turístico a outro com facilidade.

Parlamento

Sendo o terceiro maior Parlamento do mundo, mede 18.000 metros quadrados. A Regalia de coroação húngara é o tesouro mais valioso, inclui a coroa sagrada, o orbe, o cetro e uma espada renascentista.

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Uma fileira para charutos numeradas para que legisladores pudessem deixá-los, ir votar e voltar para pegar o seu.

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Depois fizemos uma paradinha em um dos cafés famosos de Budapeste, o New York Cafe, o preço é salgado, portanto tomamos somente um café e comemos o famoso Dobos, sobremesa criada no séc. 19 por Jozsef C. Dobos em 1884.

A fama se deu ao uso extravagante de buttercream e buttercream sabor chocolate, numa época em que a maioria dos bolos tinham glacê ou eram recheados com cremes cozidos, ou chantilly. Dobos trouxe a receita da França – e pouco depois apresentou o bolo na Exposição Geral Nacional de Budapeste em 1885, bem como apresentando-o em sua loja.

Devido a toda essa publicidade (pois se tornou uma das sobremesas favoritas do Imperador e da Imperatriz do Império Austro-Húngaro), as pessoas nas cidades da Europa começaram a clamar por ele, mas Dobos se recusou a licenciar a receita. Em vez de disso, Dobos desenvolveu um contêiner especial no qual ele poderia ser enviado com segurança, e “o bolo com a receita secreta” logo começou a aparecer em todas as grandes capitais européias.

Uma coisa muito legal da cidade são os ruin pubs, ou seja, prédios abandonados e espaços ao ar livre não utilizados foram transformados em bares, um dos mais populares é o Szimpla Kert. Um lugar onde você pode beber cerveja, comer pizza, escutar um bom DJ, tudo junto e misturado em váios andares e salas! 🙂

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Nas proximidades, experimentamos um jantar super saboroso com direito a vinho azul no Mazel Tov, restaurante com comida do Oriente Médio/Israel e street food no Bors GaztroBar.

Casas de banho

A cidade é famosa por suas casas de banho, tendo mais de 100 nascentes termais. As estruturas são antigas e variam desde os tempos romanos, outras possuem influência da ocupação turca e há também as moderninhas.

Frequentar estas casas faz parte da rotina húngara.

Gold tip: Verifique os horários de funcionamento e quais aceitam ambos sexos no complexo (eu viajei com meu noivo).

As cobertas são uma ótima opção para relaxar após um longo dia de passeio.

Szechenyi é a maior e mais popular casa de banho na cidade.

Estava 6 graus do lado de fora e 36 graus dentro da água, eles possuem vestiários privados com chave ou seja pode se trocar e deixar a mochila lá enquanto aproveita os benefícios das águas.

Gold tip: leve seu chinelo, toalhas e shampoo. É possível alugar no local, mas é caro.

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Do lado de fora, no caminho do ponto de onibus, experimentamos o lángos, massa frita coberta com queijo e sour cream.

Gellert é a casa de banho no estilo art noveau mais famosa. Ela faz parte do hotel, mas não é preciso ser hóspede para utilizá-la.

Entre piscinas, saunas, massagem, possui além dos vestuários privados, secador e secadora manual para roupas.

Bastião dos Pescadores

Homenagem às sete tribos que fundaram a Hungria em 896, sendo representadas pelas torres.

O nome se deve a uma associação de pescadores que defendiam este trecho durante a Idade Média.

Igreja de Matias

Usada para coroação dos reis húngaros no passado, foi construída em 1200, depois foi até usada como Mesquita quando a cidade foi ocupada pelos turcos e então foi dada aos jesuítas.

Foi muito danificada durante a ocupação nazista e período comunista, sofrendo várias reformas durante os anos.

Paramos para comer no Baltazar, onde comi um delicioso prato local, frango com páprica e uma massinha leve que lembra nhoque (chicken paprikash). Os húngaros amam páprica, está presente em muitos pratos.

Heroes Square

Uma das praças mais importante da cidade, no final da Avenida Andrássy.

Passeio de barco

Ótimo para ouvir um pouco mais sobre a história da cidade e especialmente para ter um outro ângulo dos seus principais prédios e pontes.

Great Market Hall

Simplesmente adoro visitar mercados em outros países e na Hungria não podia ser diferente.

É possível encontrar variedades de frutas e verduras e muita, mas muita páprica. No andar de cima, várias lojinhas com produtos diversos, atenção aos bordados.

Boa pedida para um almoço rápido e lembrancinhas.

Citadella

Foi construída como edifício de vigilância com 220 metros de comprimento.

É possível entrar e visitar um bunker russo.

Perto dali é possível visitar a Estátua da Liberdade e ter uma vista panorâmica da cidade.

Outros restaurantes

Fricska Gastro Pub

Uma mistura de comida francesa, italiana e húngara. Massas e pães de fabricação própria e parceria com vinícolas locais.

Experimentei o goulash, outra comida típica, lembra um ensopadinho de carne feito com buchecha de vaca.

Doblo

Bar com carta de vinhos locais e seleção especial de Palinka, brandy‘ húngaro. O menu também conta com queijos feitos na casa e abobrinha em conserva, além de pele crocante de ganso e outros frios.

Köszi ❤️

About farewells…

During the 19th and 20th century, Brazil received one of its biggest batch of immigrants: Italians, Portuguese, Japanese, Spanish and Germans forming then the principal immigration movement. The Italian influence still can be seen in some neighborhoods in Sao Paulo like Bras, Mooca and Bixiga and even in the one of the local football clubs, Palmeiras.

In 2017, according to the Italian Embassy in Sao Paulo, 200,000 people are registered as Italian citizens thus representing a bigger population than some counties in Italy.

Almost ten years after the end of World War II, Italy was still suffering the consequences with not many jobs available and a more promising life possible outside of Europe, one of the facts that contributed to this volume.

In 1951 my grandfather first laid eyes on my grandmother while she was going to the mass. He asked some friends if they knew who she was and shortly after they were introduced to each other. As if it was meant to be, Francesca and Francesco had been together for three years when he decided he wanted to go to Brazil because one of his cousins said there were great opportunities there.

She did not want him to go alone, so they decided to get married. After some arrangements and not so much opposition from her side of the family, they embarked on a ship to Sao Paulo on 24th May 1954 carrying three travel chests. After an arduous 7 week journey, they arrived at Santos harbour on 16th July.

My grandparents register card when they arrived in SP – Family search

She was five months pregnant and the only time they could spend together was during the day as women and men had to sleep in different sections of the ship. Many people shared the same room and tried to relax on bunk beds. My grandfather felt sea sick the whole way whereas my grandmother travelled with no problems. Years later she wanted to go on Cruise holidays, an idea my grandfather could never entertain.

They arrived with no Portuguese and with modest savings. My grandfather was a talented mechanic so his cousin made a proposal to open a mechanical garage together. Unfortunately, Francesco’s cousin was an alcoholic which turned him off the idea. He applied for a job at the bus company CMTC which is now called SP Trans. Francesco worked as a mechanic for SP Trans for 35 years until his retirement.

Money was never a problem, they lived a simple life and raised three children. They were able to buy their own house within 10 years. Francesca never worked as they did not have any family help to mind the kids. This contributed to her struggle to learn the language and she had to mime and use her hands a lot to carry out simple activities like buying milk or rice.

My grandparents only managed to go back to Italy for the first time since emigrating after 20 years to visit their relatives. During those years, they corresponded by letter every month, also sending pictures of the children and festivities. By the time letters arrived, the news was old.

During one of her visits home, Francesca said goodbye to her mother as she was ill and passed away. When her father died, she was informed via a phone call.

During that period, to have a telephone was a luxury. They bought their first one with 36 installments. Nowadays she contacts them every two weeks and funnily enough, sometimes even struggles with her mother language. She tries to maintain contact with the Italian language by watching the Italian channel on television.

Francesca returned to Italy four times in total and only one brother came to Brazil once to visit. When she left the country, he was a young adult so she did not really know what to expect when seeing him face to face after 35 years. I suppose some relations never change and from personal experience, it seems you start again from where you left off.

My grandfather died in 2007 due to cancer at the age of 82 years old. At his funeral, she said he was not only her husband but also her friend, her brother and her father. Theirs was the kind of love we all wish to experience.  They walked together holding each other hands even in old age by the beach, Francesco forever jealous of her when she was not in his sight.

Once I asked her if she would do it all again if she could, her answer was firm: ‘no’. She said it was a crazy thing to do, she was only 20 years old and he was 28. The hardest part for her was that she missed her family a lot and felt guilty many times as her children never had a Sunday lunch with a big family at the table or during Christmas the opportunity to play around with cousins and to be spoilt by grandparents.

When I told her I was moving to Ireland, she was one of the few people in my family to support my decision and maybe the only one that really understood me. She is always overwhelmed when I call her landline – she does not have any app or use social media – she always mentions how the world has changed and how those things makes the expat’s life a bit easier.

Saying goodbye after holidays never gets easier. Saudade is the only certainty after embarking again.

* ‘Very difficult word to translate. The word comes from Latin solitas, but for Brazilians it means much more than just feeling sad and alone because you are far from the people, places or things you like. The feeling always seems to be much more intense and emotional.’ Jack Scholes

Trintei!

Não via a hora de fazer 18 anos até que eles chegaram e realmente (como meus pais diziam) depois os anos passam cada vez mais rápidos. Nada mudou muito naquele período, acho que o meu maior triunfo da vida ‘adulta’ foi tirar a carteira de motorista – na minha santa ingenuidade achei que ia virar a rainha da cocada.

Depois chegaram os 20 e poucos anos e suas conquistas: a graduação, o primeiro emprego, o intercâmbio – decisão que com certeza influenciou o meu presente, porém esteve sempre ali, escondidinha nos meus desejos desde criança.

Marcas de expressão na testa e o bigodinho chinês, sem contar alguns fios de cabelo branco, começaram a dar as caras. Comer uma lata de leite condensado e não engordar 1g também estava fora de cogitação. A balada que tanto quis ir, hoje se tornou um programa que procuro evitar – prefiro um lugar confortável onde posso conversar e apreciar um bom jantar.

Ficar em casa, o maior castigo de todos quando adolescente, hoje a melhor coisa que pode acontecer em alguns fins de semana.

Brinco que agora sou uma balzaquiana, mas nunca tinha parado para pensar no real significado por trás desta expressão, A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos é um livro que diz:

‘Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza.’

Me interesso por astrologia e assuntos relacionados a isso, e notei que chegando perto dos meus 30 eu estava mais acelerada que o normal, uma sede de fazer coisas e resolver outras mil como casa, casamento, carreira, etc.

Eis que descobri que este é um momento importante, pois é o Retorno de Saturno. Trata-se do tempo necessário para que este planeta realize uma volta completa em torno do Sol. Enquanto nosso planeta, a Terra, leva em torno de 365 dias para realizar esta volta, Saturno leva aproximadamente 29 anos terrestres para fazer o mesmo movimento.

É como se a vida começasse a tomar forma, o tal ‘reinado’ começou de fato, as realizações refletem todo um planejamento no decorrer dos anos passados e algumas ações que poderão impactar os anos a frente. Ser dona do meu nariz não é assim tão fácil, às vezes uma voz ecoa ‘o que estou fazendo?’. Mas, se paro e penso, tudo o que fiz em algum momento me ajudou e me ajuda atualmente.

Mesmo estando na terceira década de vida, meu documento de identidade ainda é solicitado em alguns estabelecimentos. As pessoas falam que é genética, sim pode até ser, cheguei até comprar o Chronos 25+, mas se usei 10 vezes foi muito.

Acho que o segredo da minha juventude é não deixar a minha alma de criança morrer, é ainda ficar animada abrindo Ovos de Páscoa ou comprando uma cartela de adesivos fofos para colar no laptop.

Ainda tem chão pela frente e muito o que melhorar, mas se pudesse dar uns conselhos a mim mesma, estes seriam:

1. Tente ver o lado positivo das coisas;

2. Não se importe tanto com números das roupas, o seu corpo mudou, compre roupas novas;

3. Tente viver mais no agora, pensar no futuro só piora sua ansiedade, it will be grand – como os irlandeses te ensinaram;

4. Faça mais check ups e tente seguir os conselhos médicos – de forma consistente;

5. Tente ouvir mais do que falar, dificílimo eu sei, mas você tem duas orelhas e uma boca;

6. Canalize sua energia com o que você gosta, não com o que não vale a pena ou com o que você não controla;

7. Ache seu ‘ikigai’ – o que te faz levantar todo dia?

8. Respeite o jeito de ser do outro, as pessoas nao são ou agem como você gostaria;

9. Mexa-se, nem que for só um pouquinho por semana, quem diria que você levantaria 37 kg?

10. Nunca beba Cabernet Sauvignon hahaha

Não plantei árvore, não escrevi um livro, não tive um filho, mas criei raízes, tenho muitas histórias para contar e estou desabrochando.

Fonte: papelpop, incrivelclub

Costumes Natalinos

O Natal já está chegando! Tenho a impressão que o tempo está passando cada vez mais rápido.

Há uns anos atrás, contava os dias para que chegasse logo e demorava horrores. Hoje continuo contando, de um jeito mais divertido – comendo trufas de chocolate branco e champanhe do meu calendário do advento e, mesmo assim, pareço não dar conta, ontem comi duas trufas porque pulei um dia sem querer.

Este será meu segundo Natal aqui e continuo sendo surpreendida por costumes e curiosidades que são diferentes dos brasileiros.

— Deixar uma mini tortinha de frutas e uma garrafa de Guinness ou outra bebida do lado de fora como lanchinho para o Papai Noel e uma cenoura para a rena Rudolph. Gente, olha a reação deste menininho.

— Os antigos celtas acreditavam que o visco possuía poder de cura. Os cristãos viram isso como um símbolo de paganismo, banindo seu uso até a era Vitoriana, que marca o renascimento do Natal.

— Por volta da época do Natal, você ainda encontra fazendas no campo irlandês que parecem ter acabado de serem pintadas de branco. Há muito tempo, as famílias limpavam e depois usavam cal em todos os edifícios na fazenda em dezembro. Eles estão cobertos de cal, para simbolicamente purificá-los para a vinda do salvador.

— Ter uma árvore de Natal de sementeira é um fenômeno relativamente novo na Irlanda. Anos atrás, famílias inteiras saíam para encontrar arbustos de azevinho e hera para decorar a lareira e outras partes da casa. Encontrar um arbusto com muitos frutos era sinômino de boa sorte no próximo ano. Era também usado porque permitia que as pessoas pobres decorassem suas casas da mesma maneira que as que estavam em melhores posições sociais.

— Montar uma casinha de gingerbread apesar de ser uma tradição alemã baseada no conto de João e Maria, também ganhou adeptos por aqui. Gingerbread é aquele biscoitinho fofo que tem gosto parecido com pão de mel, feito com gengibre, canela, cardamomo. Você encontra até kits prontos para ajudar na farra no Tesco.

— Transformar o carro em uma rena

— Elf on the shelf

https://www.elfontheshelf.com

Mesmo não sendo de origem irlandesa, a brincadeira conquistou alguns seguidores. Traduzindo literalmente, o ‘duende na prateleira’ começou como livro escrito pela americana Carol Aebersold baseado em um poema escrito por ela e por uma das suas filhas gêmeas além das suas memórias de infância.

Em 2005 elas criaram a empresa para compartilhar a tradição da família com outras pessoas.

O livro vem com um bonequinho, e tudo gira em torno de que ele foi mandado do Polo Norte pelo Papai Noel para vigiar o comportamento das crianças.

A magia na cabeça dos pequeninos se dá pelo duende que viaja toda noite de volta para reportar ao Papai Noel, os pais então devem esconder o boneco em diferente lugares pela casa para então no dia seguinte ser encontrado, criando assim um jogo de esconde esconde. Outra ‘regra’ é não tocar o boneco, se não ele perde a magia.

Tendo recebido muita rejeições de editoras, elas publicaram os primeiros lotes e venderam os primeiros kits em mercados locais, livrarias e pela internet. Só em 2007, o ‘boom‘ veio com tudo, depois que a atriz Jennifer Garner foi fotografada com um ‘elf on the shelf‘.

Hoje além do kit, é possível ter a rena ou o São Bernardo, ideia que surgiu depois de muitas mensagens das crianças perguntando se o duende não tinha um bichinho de estimação.

Outro produto são as cartas para o Papai Noel, um kit com papel especial e canetinhas. Depois de escrita e colocada no forno ela encolhe para ficar em escala com o tamanho do duende.

11 milhões de duendes foram ‘adotados’ somente no EUA, sem contar outras partes do mundo como Reino Unido e México.

A brincadeira tem reações positivas entre algumas familias e milhares de ideias sendo compartilhadas nas redes socias. Outras familias se cansam da ‘rotina’ imposta pela brincadeira, um mãe escreveu uma carta de aposentadoria do duende como se tivesse sido enviada do Polo Norte para informar as filhas que ele preferia ser só um brinquedo na casa.

Eu particularmente adoro ideias que mexem com o imaginário!

Minha casinha de gingerbread é de lata, mas acende e toca música haha.

Esse ano eu e meu noivo vamos também encher as stockings um do outro. Lembro de ter as meias na minha casa no Brasil, mas eram artigos meramente decorativos.

Minha outra obsessão aqui são os calendários do advento e as marcas como Lindt, Hershey’s, Baileys, Kelloggs, Benefit, Yankee, etc fazendo parte disso. 💕

Feliz Natal!

Fonte: Huffpost, Ireland Fun Facts, Huffigton Post, Amazon

Nhac! Maçãs no Halloween

Pegar maçãs com a boca no Dia das Bruxas pode parecer inocente, mas essa maçã vermelha brilhante tem um passado um pouco diferente, foi uma vez um poderoso símbolo de fertilidade e imortalidade. 🍎🍏

O Bobbing for Apples é um jogo que se resume a encher uma banheira ou uma grande bacia com água e colocar as maçãs nela. Como as maçãs são menos densas do que a água, elas flutuam na superfície. Jogadores (geralmente crianças), então tentam pegar uma com os dentes. O uso de braços não é permitido, e muitas vezes são amarrados atrás das costas para evitar trapaças.

Maçãs, cascas de maçã e até sementes há muito tempo são utilizadas para contemplar o futuro romântico, explica a britânica Joan Morgan, especialista em maçãs e historiadora de frutas. E quando os primeiros colonos europeus levaram as primeiras árvores de maçã  para a América do Norte como sementes em seus bolsos, esses costumes foram com eles. 

Em uma versão popular do jogo, meninas marcariam secretamente maçãs antes de derrubá-las em um barril de água. As maçãs flutuavam, e como os potenciais amantes das meninas se abaixavam para pegar a fruta com os dentes, os arranjos futuros eram determinados.

Comemoração de Halloween irlandesa, 1886


As meninas também continuaram com a tradição de usar cascas de maçã para prever seu destino romântico. Uma moça tentaria descascar uma maçã numa única tira ininterrupta, jogaria a casca e olharia nervosamente para ver a letra que a casca formou no chão: essa seria a inicial do seu futuro marido.

“As maçãs cresceram de forma selvagem em todo o oeste da Ásia e na Europa e foram consideradas sagradas em muitas culturas”, diz Morgan. “As primeiras mitologias indo-européias contam de deusas, como Norse Idun, que disponibiliza maçãs mágicas a suas outras divindades para mantê-las jovens”.

Avalon, onde o rei Arthur diz ter sido enterrado, é uma “Ilha das Maçãs”, lembra Morgan, e “o herói irlandês Bran é guiado para o paraíso por um ramo de flor de maçã de Emain Ablach, uma ilha em um maravilhoso arquipélago além do mar, onde as macieiras florescem e frutificam ao mesmo tempo”.

Maçãs e o Dia das Bruxas

A conexão específica entre maçãs, adivinhação e Halloween remonta ao festival celta Samhain, que significa literalmente o fim do verão, no hemisfério Norte. Ele cai no final do nosso outubro moderno e marca o fim da colheita e talvez a extinção da própria vida.

Para encorajar a divindade do sol a retornar no ano seguinte, os celtas antigos queimaram fogueiras enormes a noite e amarraram maçãs a galhos de folhas perenes.

Presentes como frutas e nozes, e sacrifícios de animais foram oferecidos aos deuses. De acordo com essa tradição, as barreiras ao submundo foram temporariamente suspensas para permitir que os mortos do ano entrassem. 
Mas este estado liminar também permitiu que fantasmas e espíritos maliciosos visitassem o mundo dos vivos. 

Curiosidades

A criação das candy apples ou toffee apples, conhecidas por nós brasileiros e franceses como maçãs do amor, atribuí-se a William Kolb de Newark, EUA, em 1908. Diz a lenda que ele estava procurando maneiras de expandir as vendas de seus doces de canela durante a temporada de Natal e usou uma maçã mergulhada no xarope em uma vara como forma de exibir os doces de cores vivas na vitrine. Não demorou muito para que o novo deleite decolasse e logo ele estava vendendo milhares deles a cada ano.

Na primeira metade do século XX, dar maçãs como doces para gostusuras ou travessuras foi muito popular. No entanto, rumores sobre lâminas de barbear e outros itens perigosos dentro das maçãs durante a década de 1970 trouxe um fim rápido a essa tradição.

Hoje, é comum encontrar versões além do melado de açúcar como caramelo e chocolate. 

Maçãs caramelizadas, mercado em Cork

Fonte: Hulton archive, The Salt